31 de janeiro de 2012

Transformação

Em Cuba, Dilma diz que direitos humanos não podem ser arma ideológica

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Taí a grande heroína contra a ditadura militar brasileira. Será que aquela mulher da foto, sentada na cadeira, rodeada por homens tampando o rosto, falaria isso, naquela época?

29 de janeiro de 2012

Querem apostar?

Comentário meu no Facebook:

Se o desabamento fosse em SP, já teria gente querendo fazer política em cima da tragédia

27 de janeiro de 2012

Pesos e medidas ideológicos

Postagem do blog Construindo Pensamentos:

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Todos são iguais! Mas uns são “mais iguais” que outros…

Tomo emprestada a famosa frase do livro 1984, de George Orwell, para dar título a este post, porque a análise sócio-política traçada naquela obra serve perfeitamente para compreender algumas nuances da era PT.

Li na Folha de São Paulo que Marco Aurélio Garcia, aquele assessor do governo petista capaz de grandiosos gestos de pesar e contrição diante de uma tragédia que vitimou dezenas de pessoas, está um tantinho angustiado – coitado! – com as ~atividades políticas~ que a cubana Yoani Sanchez pode vir a desenvolver, caso venha a pedir asilo político no Brasil. Vejam o tamanho da preocupação dele, que – creio… – não anda conseguindo sequer dormir direito:

O assessor internacional da Presidência Marco Aurélio Garcia disse nesta quinta-feira que a cubana Yoani Sanchez não poderá manter seu blog com críticas ao regime castrista caso peça asilo ao Brasil.

Ele disse acreditar que Yoani não usará o visto brasileiro, que recebeu ontem, para pedir asilo ou refúgio político.

“Acho difícil para ela manter esta atividade [o blog] como exilada. O exilado político não pode ter atividade política no país que o recebe. Não me parece que ela queira isso.”

Claro! Afinal, é inadmissível que alguém possa desenvolver essa perigosíssima atividade conhecida como BLOGAGEM, considerada menos letal apenas que o ato de atirar aviões comerciais sobre prédios… Imagina se a moça, na condição de asilada política, escreve um punhado de posts e derruba a ditadura castrista?! Com que cara o governo companheiro do PT olharia pro velho Fidel, meus amigos?! “Puerra, Dilma! Io non disse que non era pra deixar essa vaca postando aquelas mierdas?! Mira la cagada, ahora, caráleo! El regime fue pra la puta que pariu!”

O mais curioso, contudo, é ver como o governo petista trata o italiano Cesare Battisti, assassino mundialmente conhecido – e judicialmente processado e condenado -, que recebeu abrigo neste país-tropical-abençoado-por-Deus-e-bonito-por-natureza-mas-que-beleza. Enquanto Yoani – que nem asilo recebeu ainda! – já ganha aquele ~sermão~ maroto do senhor Marco Aurélio Garcia, o psicopata d’além mar vai ao Fórum Social Mundial lançar seu livro sobre o período em que foi “preso político” no Brasil. Suponho que não se trate de atividade política – a qual, segundo referido pelo assessor da Presidência alhures, seria ilegal -, mas de atividade ~literária~…

Em resumo: escrever num blog não pode, mas fazer política no Fórum Social Mundial é do jogo. Como disse Orwell, todos são iguais. Mas uns são “mais iguais” que outros…

Yashá Gallazzi

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26 de janeiro de 2012

Sobre Pinheirinhos

Não às zecas-feiras

Assim como foi positivo proibir propagandas de cigarro, seria positivo também a proibição de propagandas de bebidas alcoólicas. Sim, sou liberal, a favor da legalização etc. Mas sou, igualmente, a favor de um estado que tenha, porque pagamos impostos, obrigação de informar sobre os riscos, tratar e proibir disseminações positivas, caso das propagandas.

A campanha contra o cigarro foi feita pelo então ministro José Serra, obcecado em ser presidente. Por isso enfrentou o lobby dos fabricantes de cigarro. Infelizmente, agora, o governo não teria essa iniciativa. Até porque as bebidas são mais populares...

Além do problema do vício, tem os acidentes. Vamos começar a fiscalizar de verdade quem bebe e dirige para os motoristas terem medo. As pessoas, vendo que há punição, acabam evitando beber antes de dirigir. Como eu disse em outro post: é interessante como as pessoas têm medo da fiscalização, mas não de dirigir embriagadas...

19 de janeiro de 2012

Direitos humanos nas prisões

Aqui no Brasil, ou melhor, no mundo, já sabemos como a justiça funciona: ela não é cega, quem vai para a cadeia são criminosos pobres e/ ou negros.

Eu poderia fazer uma postagem só sobre isso, mas agora vou falar de algo que considero mais urgente: os direitos humanos nas prisões.

Nas nossas penitenciárias, os direitos humanos são seriamente violados, ninguém fala nada, pois seria como fosse "defender bandido". Ora, a reclusão tem tais utilidades: punir, servir de exemplo e evitar que o criminoso volte a cometer o delito. Estar preso, portanto, já é sua punição. Qualquer coisa que viole sua integridade física e moral, tal como estupro, tortura, superlotação nas celas etc. está fora da utilidade da prisão.

E como eu disse: é para preto e pobre. E muitos deles estão lá e são inocentes. Enquanto brancos e ricos que sonegam impostos ou cometem outros crimes estão soltos.

12 de janeiro de 2012

O que mudou de lá para cá?

Menos impostos: é o que diz o povo

96% rejeitam criação de novo imposto para saúde, aponta CNI

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Engole essa, Dilma. O governo deve é parar com os gastos inúteis, como publicidade, ministérios-fantasma, entre outros gastos. Além de, é claro, tomar mais cuidado com certos ministros que não sabem usar dinheiro devidamente, como Bezerra. Ele é Bezerra e quem mama é o filho deputado, além dos afiliados políticos de Pernambuco.

Mais um ponto a favor da legalização

Já me declarei aqui a favor da legalização das drogas. Os motivos apresentados foram vários: liberdade de escolha, enfraquecimento do tráfico etc.

Mas vou tratar agora de outro fator muito importante: o tratamento.

Por conta de um problema, rondo postos de saúde públicos em vários lugares. É muito fácil achar cartazes oferecendo tratamento para alcoólatras e para fumantes. Não só em postos de saúde, como cartazes em igrejas ou associações como o AA ou outra que trate de problemas com drogas legais, isto é, álcool e cigarro.

No caso das drogas ilegais, a situação se complica. Não que não exista apoio, por parte das entidades de que falei, mas é muito mais difícil tratar de alguém que é dependente de uma droga ilegal do que de uma droga legal. Isso porque os viciados em drogas ilegais estão, querendo ou não, no mundo da ilegalidade. Achar essas pessoas, convencê-las, de forma não-discriminatória é muito mais difícil por conta disso.

Também tenho acesso a uma clínica para dependentes químicos em geral - na sua maioria de drogas ilegais. Trata-se de uma clínica particular bem estruturada, e cara, para quem não tem plano de saúde ou convênio. Infelizmente, é um grupo seleto que pode entrar.

Enquanto continuarmos com essas drogas ilegais, continuaremos com os problemas que estão aí no noticiário: dependentes químicos sendo tratados como caso de polícia. Pode ter discursos do governo falando que não é bem isso, mas sabemos que na prática é. Esse é mais um argumento a favor das legalizações.

PS: Lembrando que não sou a favor da legalização do crack e do oxi - e outras variações que devem existir. Essas drogas, na verdade, surgem e se propagam justamente pela ilegalidade das demais, menos pesadas e mais fáceis de serem tratadas.

PS2: Não sei se precisa esclarecer isso, mas enfim: não sou usuário de nenhuma droga ilegal. Só fumo cigarro comum, que aliás, estou parando.

Sobre protestos

Obviamente, sou contra depredação de patrimônios públicos ou privados, seja por manifestantes, seja pelo governo ou quem for. Porém, protestar contra - no caso específico e recente - o aumento das passagens de ônibus é totalmente legítimo. Mais do que isso: necessário. Assim como também são necessários protestos contra vários outros atos, sejam eles vindas do governo, como a usina de Belo Monte, corrupção, fisiologismo e por aí vai, sejam eles vindas de entes privados, como quando há denúncias contra grandes empresas, como a Vale, ou contra grandes empresários sonegadores.

Os que se opõem às manifestação acham o quê? Que democracia é votar a cada dois anos e aceitar calado aos desmandos do governo ou à sua omissão diante de crimes "de rico"? Isso não é democracia.

Repito: nada a favor de queimar ônibus e afins. Atos como esses só servem para marginalizar ainda mais aqueles que protestam de forma justa, e são tratados pela imprensa, pelo governo e por reacionários de baderneiros.

Talvez seja bom mesmo não ser um baderneiro, não é? Aceitar tudo calado. Pode ser mais confortável. Mas geralmente para quem não se dispõe a protestar e para boa parte dos que se dispõe, que nem sempre são os afetados diretos pelas causas que defendem.

Sinceramente falando, acho que tem muito pouca "baderna" no nosso País. Talvez se tivesse mais, os governos não seriam esses feudos que são. Votar realmente é um bom caminho, resolve à longo prazo parcialmente. Mas só isso é muito pouco.

Ótima sugestão

9 de janeiro de 2012

A corrida pelos pobres - 2

Nessa rixa envolvendo quem deve ser pai ou mãe dos "pobres" - como visto aqui - fico com a tese do João Santana. É mais benéfico para Dilma ter a imagem de uma presidente que tem como prioridade ao combate à pobreza do que uma que seja fria, centrada na economia e infra-estrutura. O que está acontecendo, me parece, é a ressurreição da antipatia de muitos petistas contra Dilma, que foi escolha de Lula, mas para quem o PT, mesmo não tendo a então candidata como favorita, teve que abaixar a cabeça.

E é interessante notar os discursos pró-Lula agora. Uma figura disse aí que "o trabalho de combate a pobreza já foi feito", que não tem mais ninguém na rua para tirar. Ora, senhores, basta olhar o nosso IDH, nossa desigualdade gritante. Essa história que que Lula "fez o serviço" no que se refere ao combate à pobreza é falso.

Ainda há muito o que fazer, e João Santana é um publicitário brilhante, e sabe o que está fazendo a preferir mostrar Dilma como "mãe dos pobres". O que os petistas contra isso querem, afinal? Que Lula volte em 2014? Pode ser, mas ele vai ter que enfrentar uma presidente disposta a concorrer à reeleição. E, para isso, ela já sabe que o caminho das pedras é não haver o embate entre o "operário pai dos pobres" e a "gerente fria".

8 de janeiro de 2012

O valor das cotas

Entre tantos argumentos ridículos contra cotas, estava o de que os cotistas piorariam o mercado de trabalho. Se esquecem apenas que não há cotas para sair formado da universidade. Bom, esta matéria é bem interessante a esse respeito.

Piada do dia

Do grande piadista Rovai.

O post todo é uma piada, diga-se de passagem. Mas essa parte é a melhor:

"A eleição de Lula em 2002 fez com que boa parte das oligarquias que se organizavam em torno do PFL tivesse de ir para a oposição."

Ainda bem que ele falou "boa parte". De fato, a "má parte" ficou, na verdade, com Lula em 2002 e em seus dois mandatos. Seguindo os conselhos de Delfin, tendo como base a ex-Arena - o atual PP - dando a ele inclusive ministérios. Tendo gente boa como Sarney, Renan Calheiros, Romero Jacá e Collor na sua base. Enfim.

Agora, por favor, "tivesse que ir para a oposição"? Meu caro, se o PFL quisesse ir para a base do governo, seria mais que bem-vindo. Eles fizeram uma escolha. Aliás, uma escolha, eleitoralmente, ruim. O PPS e DEM poderiam ter ficado na base do governo e se dado bem com as benesses dadas por ele, mas preferiram ir para a oposição.

Estão até hoje pagando caro por isso.

Mas deixa Rovai sonhar. Deixa ele achar que uma "elite
ressentida" deixou o poder quando Lula virou presidente.

Corrida pela paternidade ou maternidade dos pobres

Do Coturno Noturno

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O PT começa a ficar preocupado com a substituição do mito Lula por uma Dilma "Mãe dos Pobres" . Isto poderia ocorrer se Dilma conseguisse entregar as casas do Minha Casa, Minha Vida, acabar com os bolsões de pobreza através do Brasil Sem Miséria, fazer deslanchar o Pronatec em conjunto com os sistemas nacionais de apredizagem e ampliar a distribuição da Bolsa Família. Por isso, grande parte dos lulistas defende que Dilma aposte na "gestão" como marca de governo e no crescimento econômico. Mercadologicamente, isto seria uma burrice amazônica, já que o mundo está em crise e os resultados nos próximos anos serão risíveis na área. Dizem que até Lula, o velhaco, tem aconselhado Dilma a voltar a ser a "Mãe do PAC". É o medo. Leiam matéria abaixo do O Globo.

A presidente Dilma Rousseff tem sido estimulada a criar uma marca forte do seu governo a partir deste ano para ter uma identidade própria que a diferencie da imagem de governo social, já conquistada pelo ex-presidente Lula. Com a gestão ofuscada em 2011 pelo "marketing da faxina", a ordem é tentar firmar uma imagem de gestora capaz para os próximos três anos. Mas é nesse ponto que começam as divergências: enquanto o marketing palaciano tem batido na tecla do Brasil Sem Miséria, focando nas ações sociais, um grupo próximo da presidente - inclusive Lula - propõe que ela recupere rapidamente o carimbo de uma grande gestora. A avaliação desse grupo é que a marca do social já foi conquistada por Lula, e não adianta querer competir nesse campo.

Para esse grupo, uma marca na mesma linha do carimbo de "mãe do PAC", que marcou a campanha presidencial, seria mais eficaz do que o rótulo de "mãe dos pobres". Portanto, o desafio de Dilma seria apontar soluções para os principais problemas de infraestrutura, turbinando o PAC e obras estruturantes para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. - A marca Brasil Sem Miséria é tão vazia como foi o Fome Zero. O governo Dilma tinha que apostar numa marca própria. O culto da esmola está esgotado. Tem pouco pobre para tirar da rua, depois do que o Lula já fez. Dilma tem que encontrar sua própria personalidade em cima da gestão, que é o seu forte - diz um interlocutor palaciano. (observação do blogueiro: este é o Gilbertinho Carvalho)

Internamente, o maior defensor da ideia de investir no marketing social é o publicitário João Santana, responsável pela campanha presidencial de 2010. Foi dele a ideia do slogan Brasil Sem Miséria.O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) defende que a preocupação principal do governo Dilma deve ser com a economia e geração de empregos. Ele frisa que o grande desafio da presidente será manter e até ampliar o número de mais de 30 milhões de brasileiros que ingressaram na classe média no governo Lula. - A gestão precisa ser a marca preponderante para enfrentar a crise econômica. O grande desafio será manter os empregos nesse momento. Ao agir como gestora e se mostrar preparada para este momento, Dilma já estará agindo pelo social - diz Lindbergh.

A avaliação mais comum no PT é que, dificilmente, o mandato de Dilma poderia superar o legado da era Lula na área social. Por isso, a preocupação petista com o foco na gestão de obras de infraestrutura para que Dilma se consolide nos próximos três anos. Além das restrições fiscais - com o contingenciamento do Orçamento da União de 2012 podendo chegar aos R$ 60 bilhões - há outro problema: a necessidade da faxina de 2011 paralisou os ministérios atingidos como Transportes, Turismo e Esporte. Agora, Dilma terá que fazer algo direcionado para deslanchar o PAC 2. - A presidente Dilma tem que deixar como marca o aprofundamento do salto de desenvolvimento - diz o líder do PT, deputado Paulo Teixeira (SP).

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As "mágicas" do judiciário

Enquanto os próprios ministros do STF admitem que casos como o do Mensalão, por exemplo, dificilmente escaparão da prescrição, vemos a Justiça, lenta contra corruptos, incapaz de punir tentar soluções "mágicas" e inconstitucionais. Tais como:

Fidelidade partidária

Inconstitucional, já que valeu para políticos que se elegeram em 2006 e 2008, antes de ela ser oficializada. Incoerente, pois se baseia, num argumento feito pelo Dem - que quando estava no poder não se importava com isso - no sistema proporcional. Ele, em si, já é contraditório quando, ao ser proporcional, permite coligações. Basear a fidelidade partidária nisso mais ainda. De fato, há uma migração de políticos constante de partidos, baseada apenas em interesses pessoais, como fazer parte da base governista. Mas isso é um problema cultural, bem combatido aqui, que é o "presidencialismo de coalizão". Não se pode "prender" um político num partido por conta disso. Além do mais, há outros motivos para se mudar de partido, como desentendimentos com os caciques, pressões internas, e por aí vai. A verdadeira fidelidade deve vir a partir do momento que os partidos virarem partidos de verdade, e não esse amontoado de siglas em torno da Presidência ou do poder local, aspirando a cargos. E o combate a isso deve ser feito pelo eleitor.

Ficha Limpa

Valia para antes de ser oficializada. Trata-se de condenar um político antes da condenação real. Minha sugestão? A Justiça deve ser mais rápida e condenar ou absorver crimes políticos com mais agilidade. Condenados, perdem seus direitos políticos. No caso da Ficha Limpa, fizeram de conta que esse problema não existia e simplesmente quiseram barrar políticos com pendências na Justiça, sem que tivessem sido, de fato, condenados. Certamente inconstitucional. No caso do Jader, situação bem peculiar. Barraram-no por ele ter renunciado, anos antes, para evitar a cassação no Senado. Sim, eu preferia que ao invés dele de fato a eleita fosse Marinor Brito (PSOL). Mas não foi, o povo elegeu Jader, não ela. Não é passando por cima da vontade popular que vai se conseguir justiça. Mais uma vez, além da agilidade jurídica, outra arma contra políticos suspeitos é o voto. Tanto no caso da fidelidade quanto no da Ficha Limpa isso foi ignorado.

Sobre a Cracolândia

Como de costume, petistas e afins criticaram a ação policial na Cracolândia. Kassab e Alckmin deram uma de Lula e disseram que "não sabiam", provavelmente para se esquivar das críticas do tipo "é higienismo" ou outras bobagens. Colocarei aqui um comentário do Faceboock do pré-candidato a prefeito Ardrea Matarazzo:

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A operação da policia na Nova Luz, tem como objetivo coibir o trafico e venda de drogas na região. Não é possível deixar uma região e seus moradores reféns dos traficantes. Por outro lado, é importante que o poder publico através da Saúde e da Assistência Social de tratamento aos dependentes químicos, aos viciados que nao tem família ou Condiçoes de se tratar. A policia tem que coibir a venda de crack onde estiverem os traficantes. SP nao pode permitir a existência de um mercado a céu aberto para venda de crack. Os que criticam a operação feita, nao tem idéia do que se passa na região da Luz, ou querem usar politicamente a tragédia que sao as drogas hoje no Brasil. Fala-se de migração dos viciados da nova luz para outros lugares. Temos que lembrar que estas pessoas vão à região da Luz para comprar e consumir drogas, nao moram lá, nao sao da região. Ela migram para lá para se abastecer de crack. Infelizmente viciados em drogas estão por toda a cidade. A reunião deles em um ligar só facilita a vida dos traficantes que criaram um ponto de vendas. Isto que tem que ser evitado. O trafico tem q ser coibido nas fronteiras do País, do Estado, controlando os insumos para produzi-Los e também destruindo os laboratórios. Os viciados tem que ser cuidados, tratados pelo poder publico como sao tratados pelas famílias aqueles viciados que ainda as tem e tem condições de trata-Los.

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6 de janeiro de 2012

Quem não para no tempo

A gente se depara com cada uma...

Admiro muito ex-esquerdistas. Gente como o próprio Gullar, Gabeira, Jabor, Roberto
Freire, Soninha, entre outros. Mostra que pra quem é inteligente o tempo não para.

Pra um pessoal, porém, estamos na Guerra Fria ainda, ou até antes.

O que temos a ensinar

Do blog Presidente 40:

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Veja o que pensa o dirigente maior do PC do B:

Regime coreano - "Esse negócio de ditadura cruel eu não endosso. Faz parte da propaganda facciosa contra o socialismo. Já estive na Coreia do Norte [em 2008] e vi o povo muito bem. É um povo muito saudável."

Fome e miséria - "Andei por todo canto e não vi nada disso do que dizem. É um país aonde você chega e fica até impressionado com a limpeza e o nível de educação do povo."

Ditadura hereditária - "Essa coisa de dinastia é muito própria daquela região da Ásia do leste. Para nós, não existe um único caminho para o socialismo. Nós partimos da ideia que não devemos interferir nem dar lições a outros povos."

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Voltei. É interessante notar essa postura do PCdoB. Não que seja surpreendente a postura em si, mas seriam cômicos, se não fossem trágicos, seus argumentos.

Como assim foi lá e viu um saudável? Pode até ser que sejam saudáveis, mas como medir a felicidade de um povo que vive um regime ditatorial, que chora semanas pela morte de seu algoz? É muito fácil falar de felicidade e satisfação nessas condições. Infelizes são aqueles que vivem países democráticos, não é? Sempre reclamando - tendo esse direito - sempre querendo - e podendo - mudar de governo.

Agora tenha certeza, democracias têm muito a ensinar, sim, a regimes totalitários, sejam eles de direita, esquerda, monarquias teocráticas, regimes militares, socialistas, enfim. Essa tese de "não ensinar", "não dar lição de moral" é, isso sim, imoral. O que podemos dizer das monarquias teocráticas atuais? O que podemos dizer da Europa da Idade Moderna? Do Brasil da Era Vargas ou do Regime Militar? São características das regiões, que devem ser respeitadas? As democracias não têm nada a lhes ensinar?

Não estou propondo invadir esses países e "impôr" democracias. Esse era um dos argumentos favoráveis, por exemplo, à Guerra do Iraque. Mesmo assim fui contra, apesar de Saddan ter sido um ditador sanguinário. Mas é óbvio que governos ditatoriais não devem ser "respeitados", pelo menos do ponto de vista ideológico, e mais óbvio que as democracias, sim, têm muito a ensinar a essas nações.

O PCdoB, que combateu a Ditadura Militar no Brasil, deveria saber mais do que ninguém. Mas é aquela coisa, né? Ideologia antes, o restante depois, ou nunca. O partido, vindo do PCB, surgiu inclusive por se opôr às contestações contra o Regime sanguinário de Stálin. Como eu disse desde o início, nada surpreendente, portanto.

5 de janeiro de 2012

Embaixo do ninho


FHC, o presidente esquecido

O PSDB não vai ganhar mais. Além das disputas internas, eles, baseados em pesquisas de opinião, simplesmente preferem não defender o governo deles. É ilógico. O governo FHC é mal-avaliado, sim, mas justamente por isso deveria ser defendido nas campanhas, porque enquanto o omite, o PT fala do seu lado "ruim". Não, o governo FHC está longe de ter sido bom, mas teve seus méritos, seria o mínimo defendê-lo. Por isso, o PSDB seguirá perdendo e o PT ganhando. O PT deverá perder, no futuro, para um partido que é atualmente aliado, PMDB, sei lá.

O fato é que os candidatos, Serra e Alckmin, preferiram ouvir marqueteiros de maia-tigela a dar ouvidos a razão - se é que eles chegam a ter. Isso começou em 2002. Serra não tinha chances contra o "Novo Lula" e seu marketing fenomenal. Principalmente ante um governo terminando mal visto como foi o de FHC. Mas defendê-lo era, não para ganhar, mas para simplesmente mostrar os méritos do governo, não deixar que o PT e os demais opositores - Ciro, Garotinho, Zé Maria e Rui Costa - tivessem o monopólio do debate, ou melhor, críticas. O que Serra fez? Resolveu, vejam que piada, virar o candidato da "mudança azul". Um ex-ministro do então governo, do mesmo partido, falando em mudança. Só defendia sua gestão no Ministério da Saúde.

Em 2010, repetiu o erro. Não defendeu a gestão FHC, deixou que o PT mostrasse o seu lado ruim, e que coisa, virou o candidato da continuidade. Sua campanha foi, fora isso, repetição da de 2002: lembrando sua gestão no Ministério da Saúde.

Não, não estou dizendo que Serra, em 2002 e em 2010 e Alckmin, em 2006, teriam "mais chances" se defendessem FHC. Pode ser que sim, não se sabe. Mas certamente ocultar FHC não aumentam as chances, porque o PT, em todas as três campanhas, fez questão de mencioná-lo. Ao eleitorado ficou só uma versão.

Caso o PSDB tivesse defendido sua gestão, poderiam estar agora na oposição, mas pelo menos o partido teria identidade, sua versão mostrada, e estaria mais forte para eleições futuras. Mas não, preferem ser guiados por pesquisas de opinião - que numa campanha OBVIAMENTE pode ser mudada - e ouvir marqueteiros vagabundos a dar valor ao partido e ao seu legado. Não que esse seja seu único problema, não é? Como falei neste post.

Pois é. O PSDB não vai voltar ao poder. Se você não gosta do partido, comemore. O PT também não ficará para sempre, e deverá ser substituído, como falei no início, por outro partido, atualmente aliado.

A natureza contra os políticos

Enquanto não conseguimos meios de controlar o clima, poderíamos ter algum meio de controlar a falta histórica de compromisso político a respeito de sua consequência.

Editorial de O Globo - daqui.

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As causas de muitos desastres ditos naturais, em que inundações e desmoronamentos deixam um rastro de destruição e mortes a cada temporada de chuvas, estão numa longa história de imprevidências.

Entre as principais, incúria administrativa e populismo de políticos despreocupados com a favelização e ocupação desordenada de áreas de risco.

A descoberta do mau uso de verbas do Ministério de Integração Nacional, de Fernando Bezerra, do PSB de Pernambuco, acrescenta mais um elo nessa cadeia de explicações: o clientelismo na devolução à sociedade de parte do enorme volume de recursos extraídos do contribuinte por meio de escorchante carga tributária.

Pois, embora o ano passado, o primeiro de Dilma Rousseff no Planalto, tenha começado com a catástrofe ocorrida na Serra Fluminense, onde, entre Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, mais de 900 pessoas morreram, o estado que mais recebeu recursos do Programa de Prevenção e Preparação para Desastres do ministério foi o da base eleitoral do ministro — Pernambuco, com R$ 34,2 milhões, 22% do total dos recursos liberados (R$ 155,6 milhões).

O Rio de Janeiro liderou a lista dos gastos em reconstrução (R$297,9 milhões, ou 29,5% do total de R$ 1,06 bilhão), mas não faz sentido que uma região atingida por uma catástrofe como aquela não precise de obras de prevenção. Aliás, como tem sido mostrado com a devida insistência pela imprensa, faltam também obras de reconstrução.

No terceiro dia do ano já eclode a primeira crise de 2012 no ministério de Dilma. Terça, a presidente resgatou a chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, da folga de fim de ano e a despachou para o Planalto, enquanto a chuva já castigava, com os dramáticos resultados de sempre, Minas e Rio de Janeiro.

Teria sido decretada intervenção da Casa Civil no ministério de Fernando Bezerra, negada ontem por Gleisi.

Dilma exige o mínimo: parâmetros técnicos na liberação dos recursos. Em defesa do correligionário, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, afirmou que Bezerra concentrou o dinheiro no estado por sugestão da presidente, diante das chuvas ocorridas em 2010 na Zona da Mata.

Algo a esclarecer. Em entrevista coletiva, Bezerra lembrou o fato e ainda argumentou que Pernambuco não pode ser discriminado por ser o estado do ministro. Por suposto. Mas tem sido costume subordinar o orçamento do ministério à bússola político-eleitoral do ministro do momento.

Bezerra seguiu o modelo de Geddel Vieira (PMDB), dono do ministério no final do governo Lula. Geddel despejou o grosso do dinheiro do programa contra acidentes na Bahia, onde disputa votos.

Na essência, repete-se na Integração Nacional a distorção verificada no Ministério da Agricultura de Wagner Rossi (PMDB), no Turismo de Pedro Novais (PMDB), no Transporte de Alfredo Nascimento (PR), Esporte de Orlando Silva (PCdoB) e Trabalho de Lupi (PDT).

Corrupção à parte — pelo menos por enquanto —, Bezerra seguiu o figurino patrimonialista de usar o dinheiro público com fins privados: adubar o terreno em que pretende colher votos no futuro.

Terá de ser mais convincente nas explicações. O caso parece ser mais uma herança maldita que Dilma recebe do modelo fisiológico de montagem de governo pelo lulopetismo.

Há fortes evidências de que o ministério foi “doado” ao PSB de Bezerra, como tantos a outros aliados. O problema é que surgem na cena, de maneira visível, destruição e morte.

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Sobre homofobia 2

Descobri um ótimo blog. Aqui. Fala, basicamente, de homofobia e afins. Apesar de não ser gay, trata-se, depois das causas animal e ambiental, da causa que mais defendo.

Sou branquelo, nunca sofri racismo. Posso até imaginar como deve ser sofrê-lo, mas é algo mais distante. Igualmente para o feminismo. Mas, felizmente, não faço parte do esteriótipo de "machão". Não ficaria com uma mulher por uma noite, não ficaria com uma prostituta, não namoraria uma moça sem graça.

Sou uma espécie que sofre um preconceito parecido com o dos gays. Sou romântico, talvez até de forma exagerada. Por meu jeito recluso, sofri bullyng durante toda minha vida escolar. Por ser ultra-tímido, sempre tive problemas com relacionamentos, ou melhor, não-relacionamentos, pois nunca fui correspondido.

Dessa forma, sei o que significa repressão. Sei o que significa auto-estima baixa. Dessa forma, isso me aproxima bastante do que os gays sofrem.

Previsões do Big Brother Brasil 80

Pedro Bial tem 122 anos, e segue no comando do programa.

Participantes:

Juca: malha 24h por dia, é alimentado por soro, tem 14 anos - até a maioridade vai diminuir

Jussara: a gostosa da casa, tem 65 anos, mas fez todas as cirurgias possíveis e parece ter 21

Geoge: homossexual assumido, mas sofre preconceito por só gostar de mulheres

YDFS: o ciborgue da casa, é considerado pelos outros frio, o que ele rebate, pois foi programado para ter emoção e regulador de temperatura

Darci: andrógeno, é a outra gostosa da casa, ou gostoso, já que pode trocar de sexo quando desejar

Wellington: só está na casa porque é negro e o programa teme ser chamado de racista

Rqdtyuge: só está na casa porque é marciano e o programa teme ser chamado de racista

Vanessa: tem 8 anos e diz que é virgem, mas ninguém acredita

2 de janeiro de 2012

Resultado da enquete

Como você avalia o primeiro ano do governo Dilma?

Regular: 11 votos (32%)
Péssimo: 10 votos (29%)
Bom: 8 votos (23%)
Ótimo: 3 votos (8%)
Ruim: 2 votos (5%)

Sem direção

Gente, estou com um probleminha para entrar no meu blog, o negócio é constante, não consigo nem vê-lo como espectador, não sei se é só no meu computador ou se isso é problema do Blogger. Mas enfim, estamos aí.

Gostaria de comentar um comentário hilário de Gilberto Kassab sobre seu partido, PSD: "Não será de direita, não será de esquerda, não será de centro"

Isso por si só já é uma piada. O que posso dizer? Talvez isso denote a trajetória do partido daqui para frente: será um partido, por ser fisiológico e por conta da fidelidade partidária - que só permite troca de partidos se um for novo - que começará por "cima". Mas com o tempo, sem propósito e comendo pelas beiradas, estará por "baixo".

Definitivamente, precisamos de uma terceira via política. Não será o PSD.

28 de dezembro de 2011

Sobre calúnias, difamações e processos

Do Blog da Cidadania:
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Vale refletir sobre as únicas notícias que a mídia deu sobre o livro-bomba da política, ou seja, as versões e as ameaças de tucanos contra a obra e seu autor. Foi assim com matéria do UOL veiculada ontem que finalmente se rendeu ao fato de Privataria ter se tornado o maior Best-seller político do século, no Brasil. Notícia, aliás, que não foi para a edição impressa da Folha.

Um brincadeira surgiu no Twitter: Globo, Folha, Estadão e Veja vêm inovando no “jornalismo” ao darem o outro lado antes de darem o lado. Será estudado por gerações de historiadores, assim, o que fazia a imprensa jogar fora todos os seus manuais e a própria credibilidade em favor de um político medíocre, de vida obscura como José Serra.

Mas o fato é que o noticiário sobre Privataria que andou pipocando até no Globo se deveu à nota de “esclarecimento” de Verônica Serra, divulgada anteontem pelo site do ex-secretário-geral da Presidência do governo Fernando Henrique Cardoso, Eduardo Graeff. Nela, a moça diz que o jornalista Amaury Ribeiro Jr., autor do livro, será processado pelas acusações que lhe fez.

Essa foi uma das meias-verdades e mentiras inteiras que a filha de Serra contou na nota. Esqueceu de dizer que ela mesma ou o pai não estão processando Amaury, que quem irá processar será o PSDB.

Apesar de parecer ocioso explicar por que os alvos diretos do livro não processarão seu autor, empurrando o pepino para o partido que integram, sempre há quem não esteja bem informado. Então, vamos lá: se Verônica ou Serra processassem Amaury, iriam se expor à figura jurídica da Exceção da Verdade mais facilmente.

Explicando: o réu da ação poderia dizer no processo que como as suas acusações são verdadeiras, não difamou ou caluniou Serra e que poderia provar isso se o autor da ação fosse investigado pelas acusações de que reclama através de quebra de seus sigilos bancário, fiscal, telefônico etc.

Apesar de ser mais fácil conseguir essa chance de acesso aos sigilos do tucano acusado de corrupção se fosse ele a processar o Amaury, o autor de Privataria poderá, sim, pedir a chance de provar que não mentiu ao acusar Serra mesmo sendo processado pelo partido dele e não por ele mesmo. Só não será tão fácil.

Os tucanos deveriam refletir, ao ameaçarem todo mundo de processo, que reclamam do mesmo que fazem o tempo todo. Imaginem se o Lula processasse o jornalista que escreveu um livro chamando-o de “anta” ou aquele que o acusou de ser O Chefe do “mensalão” ou se o PT processasse o autor do livro que chama membros do partido de “petralhas”.

Aliás, se for para processar blogueiros, PT ou Lula fariam a festa processando os lacaios da grande mídia que mantêm blogs e fazem acusações formais até à presidente Dilma. Os blogueiros da Veja, por exemplo, são taxativos ao acusarem Lula e o PT de corrupção. E o que é pior: sem terem provas como o Amaury.

E não me venham dizer que Lula ou seu partido não processam porque têm medo de processar e o processado provar que são realmente corruptos. Haveria coisa mais fácil do que processar e vencer o processo contra alguém que o chamou de “anta” na capa de um livro amplamente divulgado pela mídia?

Se Lula ou o PT fossem tão fascistas quanto Serra e seu partido, faltariam advogados e tribunais para acolher tantos processos que poderiam mover e ganhar com um pé nas costas.

Eduardo Guimarães

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27 de dezembro de 2011

Outro lado

Este post é para esclarecer que coloquei a nota de defesa de Verônica Serra por acreditar que, nesse mar de denúncias contra ela, seu pai, e os tucanos em geral, vi que tinha o dever de publicar o que ela tem a dizer. Já fui eleitor do pai dela, de fato.

Infelizmente, porém, me decepcionei bastante com o PSDB. Votei nesse partido em 2010, para presidente, governador e senadora. Arrependo-me. Infelizmente, porém, é difícil encontrar bons nomes no sistema como o nosso. Por isso defendo a monarquia parlamentar, para acabar com esse negócio de "menos ruim".

Para quem quiser me chamar de tucano, veja o arquivo do blog.


Nota da Verônica Serra

Nota da filha do ex-presidenciável José Serra a respeito das acusações contra ela:

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Nos últimos dias, têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito. São notícias plantadas desde 2002 --ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez-- e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade. Basta lembrar que, em 2010, fui vítima de quebra ilegal de sigilo fiscal, tendo seus autores sido indiciados pela Polícia Federal. E, agora, uma organizada e fartamente financiada rede de difamação dedicou-se a propalar infâmias intensamente através de um livro e pela internet. Para atingir meu pai, buscam atacar a sua família com mentiras e torpezas.

1. Quais são os fatos?

- Nunca estive envolvida nem remotamente com qualquer tipo de movimentação ilegal de recursos.

- Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas.

- Jamais intermediei nenhum negócio entre empresa privada e setor público no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

- Não fui sócia de Verônica Dantas, apenas integramos o mesmo conselho de administração.

Faço uma breve reconstituição desses fatos, comprováveis por farta documentação.

2. No período entre setembro de 1998 e março de 2001, trabalhei em um fundo chamado IRR (International Real Returns) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.

3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como consequência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.

4. A Decidir era uma empresa "ponto.com", provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.

5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.

6. Em conseqüência do investimento feito pelo IRR na Decidir, passei a integrar o seu conselho de administração (ou, na língua inglesa, "Board of Directors"), representando o fundo para o qual trabalhava.

7. À época do primeiro investimento feito pelo IRR na Decidir, o fundo de investimento CVC (Citibank Venture Capital) --administrado, no âmbito da América Latina, desde Nova Iorque-- liderou a operação.

8. Como o CVC tinha uma parceria com o Opportunity para realizar investimentos no Brasil, convidou-o a co-investir na Decidir, cedendo uma parte menor de seu aporte. Na mesma operação de capitalização da Decidir, investiram grandes e experientes fundos internacionais, dentre os quais se destacaram o HSBC, GE Capital e Cima Investments.

9. Nessa época, da mesma forma como eu fui indicada para representar o IRR no conselho de administração da Decidir, a sra. Veronica Dantas foi indicada para participar desse mesmo conselho pelo Fundo Opportunity. Éramos duas conselheiras (e não sócias), representando fundos distintos, sem relação entre si anterior ou posterior a esta posição no conselho da empresa.

10. O fato acima, no entanto, serviu de pretexto para a afirmação (feita pela primeira vez em 2002) de que eu fui sócia de Verônica Dantas e, numa ilação maldosa, de que estive ligada às atividades do empresário Daniel Dantas no processo de privatização do setor de telecomunicações no Brasil. Em 1998, quando houve a privatização, eu morava há quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei em Harvard e trabalhei em Nova York numa empresa americana que não tinha nenhum negócio no Brasil, muito menos com a privatização.

11. Participar de um mesmo conselho de administração, representando terceiros, o que é comum no mundo dos negócios, não caracteriza sociedade. Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer, pois o Opportunity destacava um de seus funcionários para acompanhar as reuniões do conselho da Decidir, realizadas sempre em Buenos Aires.

12. Outra mentira grotesca sustenta que fui indiciada pela Polícia Federal em processo que investiga eventuais quebras de sigilo. Não fui ré nem indiciada. Nunca fui ouvida, como pode comprovar a própria Polícia Federal. Certidão sobre tal processo, da Terceira Vara Criminal de São Paulo, de 23/12/2011, atesta que "Verônica Serra não prestou declarações em sede policial, não foi indiciada nos referidos autos, tampouco houve oferecimento de denúncia em relação à mesma."

13. Minhas ligações com a Decidir terminaram formalmente em julho de 2001, pouco após deixar o IRR, fundo para o qual trabalhava. Isso ressalta a profunda má-fé das alegações de um envolvimento meu com operações financeiras da Decidir realizadas em 2006. Essas operações de 2006 --cinco anos após minha saída da empresa-- são mostradas num fac-símile publicado pelos detratores, como se eu ainda estivesse na empresa. Não foi mostrado (pois não existe) nenhum documento que comprove qualquer participação minha naquelas operações. Os que pretendem atacar minha honra confiam em que seus eventuais leitores não examinem fac-símiles que publicam, nem confiram datas e verifiquem que nomes são citados.

14. Mentem, também, ao insinuar que eu intermediei negócios da Decidir com governos no Brasil. Enquanto eu estive na Decidir, a empresa jamais participou de nenhuma licitação.

Encerro destacando que posso comprovar cada uma das afirmações que faço aqui. Já os caluniadores e difamadores não podem provar uma só de suas acusações e vão responder por isso na justiça. Resta-me confiar na polícia e na Justiça do meu país, para que os mercadores da reputação alheia não fiquem impunes.

Verônica Serra

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26 de dezembro de 2011

Sobre homofobia

Tanto o PL que criminaliza a homofobia quanto o tal "Kit-Anti-homofóbico" que seria distribuído nas escolas sofreram forte oposição de preconceituosos em geral. E eles têm força, tanto que conseguiram barrar tanto a o PL quanto o kit.

Criminalizar a homofobia não é cercear liberdade de ninguém. Até onde eu sei, heterossexuais continuarão tendo direito a exercer sua heterossexualidade. O que não poderá ser feito é discriminar quem tem outra orientação sexual.

Não é censura. Todo mundo é livre para ter a orientação que quiser, mas isso não dá o direito de uma pessoa ou grupo de "satanizar", chamar de doença ou ridicularizar orientações que não são a sua. Mas para as bancadas religiosas, chamar os gays de "doentes", "endiabados" é liberdade de expressão. Não. É crime. Pelo menos deveria ser.

No caso do Kit gay, muito barulho por nada. Eu preferia ter um filho gay a ter um filho que não respeitasse as diferenças. Não se estará ensinando as crianças a "virarem gays", mas sim, respeitar outrem. Não há nada demais nisso.

É, de fato, uma questão de evolução. Pode ser que evoluamos para o bem, mas há pedras no caminho. E eles devem ser retiradas com cuidado, para não machucarmos o pé, ou seja, não agir com radicalismo contra os preconceituosos. Isso só os alimentará.

Piada de mau gosto

O fisiologismo é um grande mal deste País. O tal "presidencialismo de coalizão" brasileiro é responsável por: 1- poderem inimagináveis à Presidência da República. 2 - Parlamentares que vendem voto, seja de forma lícita ou ilícita. 3 - Consequente inchaço na máquina pública. Nossa presidente, porém, acha isso tudo muito engraçado, vejamos:

22 de dezembro de 2011

Novos rumos

"O Outro Lado da Moeda" seguirá com os mesmos propósitos: contra injustiças sociais, a favor do meio ambiente, a favor dos animais, a favor da democracia.

Em 2012, porém, os temas ficarão mais diversificados: gramática, política, animais, meio ambiente, cultura. Pelo menos eu vou tentar.

Que venha 2012!

18 de dezembro de 2011

A ideologia especista

Todos vocês já devem estar sabendo do caso da enfermeira que torturava o cachorro, não? Pois é, como é normal, muitas pessoas ficaram indignadas. Podia falar da hipocrisia dessas pessoas, por não adotarem animais abandonados ou fazer outra coisa além de reclamar... Mas seria estúpido. Afinal, ninguém que se comoveu com o caso Isabela ou João Hélio foi cobrado para adotar crianças.

Como eu já disse, a indignação contra esse ato de crueldade é absolutamente normal. Só um psicopata não sente nada com a dor alheia. Mas no mundo há idiotas, não é? Temos que aprender a lidar com a tolerância. Vou falar um pouco deles.

Trata-se de pessoas que, ao ver essa reação, como eu já disse, normal, contra a crueldade contra o cachorro, resolvem fazer suas analogias "brilhantes": "se a preocupação fosse igual com as crianças abandonadas..." e por aí vai.

O que dizer? Trata-se de especismo. Ficar indignado ante violência contra humanos não elimina a violência. Da mesma forma, ficar indignado ante crueldade contra animais não elimina as mazelas humanas, muito menos a dos animais, que, ao contrário das humanas, é muda, ou, no máximo, expressa por latidos, miados e rosnados. Colocar a causa animai como oposição a causas humanas é simplesmente ilógico. Como se defender animais fosse um desrespeito aos humanos - e como se, segurem-se, as pessoas em geral se preocupassem mais com animais do que com outras pessoas.

Em que mundo essas pessoas vivem? Por mais que existam injustiças contra humanos, ela está bem longe de ser comparada com as injustiças que os animais e o meio ambiente em geral sofrem. Mas não, mesmo assim para essa pessoas é idiota se preocupar com um cachorro torturado. Afinal, "há outras coisas a se preocupar".

Precisamos acabar com o mal pela raiz. E a raiz do mal é o especismo, pois é a partir da ilusão de superioridade é que as injustiças acontecem. Dele vem a ilusão de superioridade de humanos sobre outros, que não morreu com Hitler, está vivinha. Só a partir daí poderemos de fato falar em eliminar injustiças, seja contra humanos, animais, plantas etc.

14 de dezembro de 2011

Sobre o "Privataria Tucana"

Não li, nem pretendo. Parece ser, tal como aquele "O Chefe" - livro sobre o Mensalão - para um público específico: militantes. Pelo que li nos blogs petistas as denúncias são sérias. É claro que tudo tem que ser apurado e quem cometeu delitos preso. A questão, meus caros, é que eu posso dizer isso SEM PROBLEMA NENHUM. Esses petistas que estão excitados com o livro dizem a mesma coisas dos corruptos do PT? NÃO.

Mais uma coisa: a Fórum não foi a única dizer sobre Ricardo Sérgio. Mentira tem perna curta. Outra revista, uma beeem tucana, também fez isso, com capa e tudo:

13 de dezembro de 2011

Os fatos de 2012 para São Paulo

Cruzando pesquisas de opinião com meu "achismo", vamos falar um pouco sobre São Paulo. Fato um: Serra pode até se candidatar, mas estará sepultando seu grande sonho de ser presidente, porque vai perder feio e, com isso, perderá o prestígio que ainda tem dentro do partido. Fato dois: outros tucanos, desconhecidos, têm poucos pontos nas pesquisas, certo potencial de crescimento, mas poucas chances de vitória também. Como deu no Datafolha, alguém apoiado ou com ligação com Serra tem rejeição alta. Fato três: o mesmo vale para Afif ou outro do PSD. Pode crescer, mas difícil ganhar, pois Kassab também é bastante rejeitado como cabo eleitoral. Inclusive é interessante notar que, mesmo sendo, ao contrário de outros candidatos, conhecido, Afif tem 3% de intenções de voto. Nada bom. Fato quatro: agora chegamos nos potenciais vencedores, Gabriel Chalita e Fernando Haddad. Chalita, ex-tucano e agora do PMDB, vai acabar herdando os votos dos conservadores. Já Haddad tem como cabo eleitoral Lula, que está bem aceito em São Paulo. E com a vantagem de não ter a rejeição de Marta. Aposto num segundo turno entre os dois. Fato cinco: bom, há ainda outros nomes, como Russoamanno e Soninha, que podem ser bem votados e, assim, ter chances para deputado em 2014, mas só isso.

Como é sabido por quem lê aqui, eu apóio a Soninha.

7 de dezembro de 2011

Vamos para o mundo da Dilma

Tem gente criticando a Dilma por ela demitir os ministros que são acusados por alguma coisa. Fala-se que isso a enfraquece. E tem o oposto, ou seja, os que não só defendem as saídas dos ministros como colocam Dilma como responsável. O nome do meu blog é "O Outro Lado da Moeda", mas dessa vez vou ter que dar razão aos dois pensamentos.

Entrando no contexto da Dilma, me colocando no lugar dela, a situação é simplesmente incontrolável. Ela tem duas escolhas, e ambas são ruins. Ela escolhe a menos pior, mas isso não ajuda tanto. Imaginem se, diante das denúncias, ela mantivesse os ministros. Estaria deteriorada. Nem Lula, que tem carisma e popularidade, manteve: basta lembrar de Dirceu, Palocci, Erenice, e talvez algum outro que eu não lembro. Imagine então Dilma, que não foi eleita de fato, foi colocada por Lula - isso é só uma metáfora, ok? - e não tem seu carisma, popularidade, enfim. Para ela a situação é pior.

Mandando os ministros embora, e continuando do jeito que está, sendo um atrás do outro, ela pode sair prejudicada, mas estaria mais se os mantivesse, como eu já disse. A culpa é de quem? Claro que vai ter aquele pessoal culpando a imprensa, mas a culpa inicial é dos ministros. De fato, o que considero injusto é a impossibilidade de defesa, mas, diante de um país onde a corrupção é regra, principalmente nas escalas inferiores de poder - Congresso, governos estaduais, prefeituras - é natural que as pessoas em geral tenham pouca clemência com o poder central, porque essa é nossa cultura, centralizadora.

Como já postei aqui: quem dera que houvesse, nessa escala, denúncias contra governos estaduais e prefeituras. Mas como eu já disse, somos centralizadores, e a imprensa também é, porque, assim como os políticos, é um retrato dos nossos desejos.

Então a novela continua: cai ministro, cai outro, e sua prefeitura? E seu governador? Pois é, nada contra quedas, até porque estou defendendo mais, não menos.

6 de dezembro de 2011

Reinaldo e as ditaduras seletivas

Mandei um comentário para o Reinaldo Azevedo perguntando por que, quando aparece um troglodita de esquerda, desses que defendem terrorismo e ditaduras comunistas, ele ou exclui ou faz uma postagem mostrando o comentário em vermelho, contra-atacando, enquanto a sua caixa de comentários fica cheia de trogloditas de direita, justificando a ditadura militar. Obviamente o comentário não foi aceito, muito menos fui aclamado com meu texto - provavelmente em vermelho - para ele contra-atacar. Será que Reinaldo concorda, então, com as justificativas do Regime Militar, ditas por seus leitores?

5 de dezembro de 2011

Foto não-inédita

Como é para mostrar fotos "reveladoras" de Dilma, que tal esta?

30 de novembro de 2011

O partido que acha que perdeu

O PSDB é um partido que acha que perdeu muita coisa. Errados. Eles podem perder muito mais. Isso porque eles têm um patrimônio ainda: são, nessas cinco eleições passadas, a opção ao PT. Mas correm risco de perder esse posto por um motivo muito simples, o mesmo que o fez ter tantas cicatrizes em 2002, 2006 e 2010: falta de disciplina partidária. Isso o PT tem. Certamente muitos outros nomes no partidos queriam a vaga de presidenciável do Lula em 2010. Mas, feita a escolha, baixaram a cabeça e apoiaram a candidata. No PSDB ocorre o contrário: as inimizades internas são mais fortes do que a disputa com outros partidos. Por que isso pode tirar o seu patrimônio de opção ao PT?

Simples. Qualquer partido, como um PMDB da vida, pode lançar um candidato avulso, sendo inclusive vencedor. Está acontecendo isso em São Paulo, por exemplo. Eles têm a vice-prefeita, mas lançarão Gabriel Chalita como opositor. O PMDB ou o PDT - ou até outros partidos - podem ter suas cartas na manga no futuro. A eleição passada, na qual o PV teve 20% dos votos, mostrou que a população está disposta a votar num terceiro grupo.

Portanto, se o PSDB quiser continuar sendo a 2º opção, é melhor eles começarem a cuidar de si. Porque, francamente, nas duas últimas eleições eles só chegaram onde chegaram por pura falta de opção. Ela pode vir a qualquer momento.