24 de novembro de 2009

Nova enquete e meu voto

A nova enquete pergunta qual a sua avaliação do governo Lula. De imediato, vendo uma economia estabilizada e bons índices sociais, penso logo no voto bom/ ótimo. Porém, no outro lado da moeda, temos um presidente que não sabe diferenciar Estado do partido, personalista, que tem como método político o marketing mais nojento, coisa nível Duda Mendonça. Por isso meu voto é regular. Sou minoria, e não vejo nenhum problema nisso.

Você escolhe do jeito que achar conveniente.

Minhas postagens indicadas sobre FHC

No meio dessas pesquisas apontando sua rejeição, ao mesmo tempo indicando Lula nas nuvens, as postagens que eu indico são esta e esta.

Coluna indicada

Esta coluna

23 de novembro de 2009

Os presidentes e a mídia

A relação da mídia com FHC:







A relação de Lula com as mídias

20 de novembro de 2009

Postagem indicada

Esta postagem.

Nenhuma criança na rua é cubana



Tirinhas Legais

Sem defesa

Eu estava falando com minha irmã hoje: "Eu gostava de defender FHC
porque ninguém defendia. Não sou assim tão contra o Lula, mas
defender um presidente com 80% de popularidade, pra quê?"

19 de novembro de 2009

Redundância

É intereante uma música dos Engenheiros do Hawaií (de novo eles) em que podemos encontrar o período "Somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos". A música é "Pra Ser Sincero".

Vamos analizar: um crime perfeito naturalmente não deixa suspeitos, o que dá à frase "somos suspeitos de um crime perfeito" um paradoxo por si só. Mas o autor da música, pensando talvez que não seria entendido, colocou uma oração adversativa depois: "mas crimes perfeitos não deixam suspeitos". Isso, de fato, acaba tornando essa parte da música com um vício de linguagem, que é a redundância, afinal, o paradoxo já existia.

PS.: Escrevi sobre eese tema porque hoje estou no pique.

Conselho

Sempre que vocês virem as palavras "PMDB" e
"candidatura própria" juntas, passem para a próxima.

Obama em baixa, americanos em alta

Li no Construindo o Pensamento:

...

O índice de aprovação do presidente dos EUA, Barack Obama, ficou abaixo dos 50% pela primeira vez, segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 14. O trabalho da Universidade Quinnipiac mostra que 48% dos americanos aprovam o desempenho de Obama na presidência, ante 42% que o desaprovam.

...

Apesar de, ao contrário do blogueiro Yashá Gallazzi, ser favorável ao governo Obama, recebo com muita alegria esse resultado. Isso mostra uma coisa: os americanos, ao contrário dos brasileiros, são exigentes. Deveríamos tratar nossos políticos como eles os tratam lá. Mas não, vamos da idiotice do discurso "político é tudo uma merda" ao endeusamento de um "presidente-operário". Isso não é causa dos nossos problemas, mas a consequência negativa do nosso processo histório, bem diferente do dos EUA.

Por que acho que Aécio tem mais chances que Serra

Apesar de eu preferir o segundo, vamos:

1- Aécio termina seu segundo mandato em Minas depois de ter praticamente a reconstruído. Serra está no primeiro mandato do governo de um estado que, tal como o Rio, é problemático por si só.

2-A falta de personalismo de FHC faz com que seu governo, apesar dos inúmeros avanços que teve, seja mal avaliado pela população. Serra, ex-ministro, seria mais ligado a ex-presidente que Aécio, que, próximo de FHC foi no máximo presidente da Câmara.

3-Serra tem inimigos figadais, que venderão a mãe para vê-lo perder. Aécio parece ser mais neutro nessse aspecto.

4-Por fim, Aécio pode ter um discurso mais de continuísmo, e o governo Lula até lá estará com a mesma popularidade que hoje. A favorita é Dilma.

Mas, entre os tucanos, apostaria no Aécio.

Novo cenário

Depois da série que eu fiz de possíveis cenários para as eleições do ano que vem, obviamente muita água rolou. Ricardo Ferraço foi para o PMDB, enquanto João Coser saiu da disputa em favor do próprio Ricardo. Teremos uma candidatura avulsa, do Renato Casagrande, uma de oposição, Brice Bragato, e outro meio-a-meio, do Luiz Paulo. No Senado, vejo como pequenas as chances de Rita Camata ser senadora se Hartung for candidato. Uma vaga está totalmente garantida: Magno Malta, a Capitu do Senado.

Quem acha que as eleições aqui serão mornas estão enganados - eu espero.

Indicação

Esta entrevista.

Vinte anos da queda do Muro



A Queda do Muro significa o fim de uma ideologia sanguinária, a pior da história, pois veste a camisa de "justa". O comunismo caiu com o Muro, mas agora, infelizmente na América Latina, estamos tendo versões mais "populares" de Stálin. Eu espero que os países bolivarianos não terminem como a União Soviética ou como a Alemanha Oriental terminaram.

Resultado da enquete

José Serra - 100 votos (27% dos votos, 29% dos votantes)
Dilma Rousseff - 95 votos (25% dos votos, 28% dos votantes)
Aécio Neves - 48 votos (13% dos votos, 14% dos votantes)
Marina Silva - 40 votos (11% dos votos e dos votantes)
Cristovam Buarque - 27 votos (7%)
Ciro Gomes - 21 votos (6%)
Heloísa Helena - 15 votos (4%)
Garotinho - 11 votos (3%)
Paulo Paim - 9 votos (2%)
José maria Eymael - 4 votos (1%)
Zé Maria - 3 votos (0%)
Rui Costa - 2 votos - (0%)
Luciano Bivar - 1 voto (0%)
Blairo Maggi - 0 voto (0%)

Votantes - 339
Votos - 376

Confira aqui

Bom resultado. Os cinco primeiros são bons nomes.

16 de novembro de 2009

Comemoração

Nós monarquistas comemoramos o dia da Proclamação da República bebendo guaraná Coroa (não posso beber álcool por conta dos remédios).

Em qual Lula acreditar?

Naquele que se disse traído, numa declaração oficial, ou
nesse que negou o mensalão na maior cara-de-pau?

Deixo a questão em aberto.

PSOL apóia Marina

Com o o apoio do P-Sol à Marina, é importante nos atentarmos às próximas pesquisas, que deverão vir sem o nome da Heloísa Helena, que tinha uma boa quantidade de intenções de voto. Resta saber quem herdará os votos de Heloísa Helena: na minha opinião, serão Ciro e a própria Marina, já que quem vota no P-Sol tende a ser contra a polarização que há entre PT e PSDB.

13 de novembro de 2009

Os sucessores não são os antecessores

Sou oposição ao governo federal e estadual, mas não vejo com maus olhos a vitória de Dilma e Ferraço - muito pelo contrário. Acredito que, se eles vencessem, se tornariam governantes normais, e não imperadores, como Hartung e Lula. Por incrível que pareça, mais uma derrota daria ao PSDB uma chance de pensar em virar um partido de verdade, e não um fisiológico que finge se opor ao governo e parece que o faz só por obrigação. No caso de Ferraço, o racha já acontece quando dois hartunguistas, Luiz Paulo e Casagrande, se apresentam como candidatos. Se Hartung é uma figura inatingível, Ferraço não terá vida tão fácil. Nem Dilma, em cuja reeleição não aposto - por hora. Mas sua eleição, o PSDB garante.

12 de novembro de 2009

Nova pesquisa

Do Blog do Braga:

...

José Serra (PSDB) caiu de 40% para 36%

Dilma Rousseff (PT) subiu de 15% para 19%

Ciro Gomes (PSB) subiu de 12% para 13%

Heloísa Helena (Psol) ficou com 6% (não constava anterior)

Marina Silva caiu de 5% para 3%


...

As sinalizações para o que eu disse já estão aí: Dilma será eleita.

11 de novembro de 2009

Trilha sonora - Dança com Lobos

20 anos - 1989

20 anos depois das eleições de 1989 a pergunta que faço é: seria melhor se outro candidato tivesse vencido? Para não viajar muito na maionese, coloco apenas o Lula "modelo 1989" (by André Dhamer) como alternativa.

Ao invés de termos um oligarca midiático e mimado, teríamos um operário socialista. Não me parece uma alternativa melhor. Sinceramente, teria ficado com Collor nesse segundo turno. Ele foi casssado, mas as instituições seguem consolidadas, e acredito que o impedimento de Collor teve um papel importante nisso. Foi a vitória da instituição contra o personalismo.

E é bom lembrar, lulistas, que o Lula só é popular por seu governo estar longe de ser de"esquerda". Aquele Lula de 1989 sairia do Planalto de forma muito, muito pior que Collor. Ou nós teríamos uma versão piorada do Hugo Chávez.

Nenhuma alternativa parece boa.

8 de novembro de 2009

Por que Lula se orgulha de não ter diploma

Lula se fez politicamente pela sua falta de estudos? Sim. Pois dizer o contrátrio é desconsiderar a capacidade de Lula. Ora, se ele pôde fazer um curso superior, como pôde, porque não o fez? Porque com o diploma cairia a historinha montada pela esquerda do presidente-operário. Lula não seria mais "da classe", pois teria um diploma. É algo absolutamente simples. Afinal, Lula não é pobre, muito pelo contrário. Faz parte de uma elite que eu desprezo - não ascendeu socialmente com trabalho, mas com falta dele.

Na prática, Lula é o famoso marajá do Collor.

OBS: Eu tabém não tenho diploma, vou tentar esse ano para letras. Daria um bom presidente? Não sei, acho que não. Boas intenções eu tenho.

Mas delas o inferno está cheio.

Minha opinião sobre cotas

Eu não tenho "opinião formada" sobre as coisas, assim, na lata. Acreditem: é fácil me convencer de uma idéia contrária. Um exemplo que dou é o referendo sobre armas. Na época, eu era pelo SIM, hoje votaria NÃO. Sobre cotas raciais, ocorreu algo parecido: de início, minha opinião era de que "não resolviam" o problema - mas notem, nunca, jamais neguei o inegável racismo no nosso País. Enfim, achava que na prática acabava-se gerando mais conflitos e problema maior, que é educação de qualidade, não se resolvia.

Mas o fato é que nada disso se exclui. Hoje vejo que, sim, temos que ter escolas básicas melhores e, sim, mexer nisso gera conflitos, mas isso é natural numa democracia. Portanto minha opinião a respeito de cotas é: favorável, mas acho mais sensato cotas sociais ou para escola pública.

De qualquer forma, é evidente, nossa chaga maior continua sendo educação péssima para os mais pobres e sorrateamento das universidades federais pelas elites que estudam a vida toda em escolas particulares. Isso é crime.

7 de novembro de 2009

Leiam abaixo:

Pesquisa para governo e senado
Dica para o Serra
Lula, vou te dizer
Bem ou mal
Antes de tacarem pedra
Sem perspectiva
Comentários em blogs - 4
Devem merecer
Uma questão de estilo
O País não está a serviço do presidente
A frase é boa
Cotas raciais segudo Eduardo Braga
Fernando Henrique
Sem terceira via
Enjoado
Lula não precisa de aliados...

Pesquisa para governo e senado

Pelo jornal A Tribuna:

Governo do Estado:

Ricardo Ferraço (PMDB) - 42%
Renato Casagrande (PSB) - 29%
Luiz Paulo (PSDB) - 15%
Brice Bragato (PSOL) - 2%

Parece que eu inverti. Apostei na liderança de Casagrande e na vice-
liderança de Ricardo. Errei feio. Mas acertei a posição de Luiz Paulo.

Senado Federal:

Paulo Hartung (PMDB) - 82%
Magno Malta (PR) - 58%
Rita Camata (PSDB) - 31%
Guerino Balestrassi (PV) - 10%

Nenhuma surpresa. Mas para não dizerem que não disse
nada, digo: Espírito Santo (ES)! Para acharem no Google.

Dica para o Serra

Opa, não poderia terminar o dia sem dar uma diquinha pro Serra - na minha opinião, ele não é o favorito, mas não custa ajudar. Veja bem e não aceite Kátia "escravidão é relativa" Abreu ou José Roberto "Nunca fiz, fiz, assumo" Arruda como vice. Fazer isso é pedir para perder.

E ó, dilmistas, vocês não podem falar muito não, fiquei
sabendo que um dos vices cotados é o ... Lobão!

Lula, vou te dizer

Lula, meu caro, vou te falar uma coisa, não se magoe: VOCÊ SE FEZ POLITICAMENTE EM CIMA DA FALTA DE ESTUDOS, portanto, você não pode falar que "FHC tem inveja de mim porque eu ganhei não-sei-o-quê sem estudo e ele não ganhou nada". Veja bem, Lula, FHC não virou celebridade internacional nem é fenômeno de popularidade porque ele é o oposto de você. Em todos os sentidos. E isso é qualidade que não tem prêmio que pague.

Pare de ser vítima e vire homem.

Voltando

Bem, como vocês devem ter percebido, voltamos às atividades normais do Game Over. Porém, o ritmo será mais lento. Obrigado pela compreensão.

Bem ou mal

Todos devem conhecer a regrinha, não é? "Mal" e "bem" são advérbios e "mau" e "bom" são adjetivos. Vejamos, porém, um caso interessante: "Eu estou mal" ou "eu estou bem". Teríamos uma excessão à regra?

Afinal, mal e bem, nos casos citados, caracterizam pronome (que substitui o substantivo), ou seja, seriam adjetivos. Mas não são.

Se fossem adjetivos, primeiramente, não estariam indicando estado, mas sim caráter (bom ou mau), ou seja, "eu estou bondoso" ou "eu estou malvado". Não temos adjetivos, mas sim um caso comum em que o verbo de ligação passa a ser supostamente intransitivo e precisa obrigatoriamente de adjunto adverbial (advérbios). No caso citado, é adverbio de modo, mas há casos em que é de lugar ("estou aqui"). Esses casos acontecem por haver, implicitamente, um verbo principal, sendo "estar" um auxiliar. Exemplos: "estou passando mal", ou "estou morando aqui". Na dúvida nos casos de ma(u)l com l ou u, a melhor coisa a fazer é trocar por bem ou por bom, ver se dá sentido e aí se sabe se é adjetivo ou adverbio.

6 de novembro de 2009

Antes de tacarem pedra

Antes de tacarem pedra no Caetano, pensem comigo: Lula sempre foi o maior beneficiário desse "preconceito". Aliás, é um "preconceito" que o presidente tem orgulho de sofrer, pois dá a ele status que nenhum outro político jamais teve: não precisa falar coisas com sentido, pode fingir que não sabia de um esquema de corrupção no seu governo, responder a uma pergunta com uma piada grosseira. Quem vai falar alguma coisa? Quem será o preconceituoso?

Lula deve ter adorado a fala de Caetano.

PS: Não, eu não "voltei". Ainda. Só estou de passagem.

5 de novembro de 2009

Um tempo para o tempo

Já faz um ano que o Obama foi eleito. Nunca o tempo
correu tão rápido. Assustei-me quando vi na Wikipédia.

25 de outubro de 2009

Um tempo

Vamos parar as atividades do blog Game Over. É, espero, temporário. Enquanto isso se divirtam lendo os arquivos e os blogs indicados aí ao lado.

Abraços.

24 de outubro de 2009

Sem perspectiva

Ando meio sem perspectivas. Ironicamente*, sem perspectivas políticas, mesmo. Não tenho mais aquela ideologia de outrora. Sinto como se elas estivessem todas dissolvidas. Lutar pelo quê, afinal? Meio ambiente? Combate à pobreza? Enxugamento do Estado? Redução de impostos? Contra corrupção? Não estou interessado mais em nada disso, pois a política é algo que não pára nas ideologias, digo, ela vai além. A política que eu gosto é essa que está acontecendo agora, como os partidos estão se comportando nas suas alianças com pré-candidatos, qual a estratégia de cada um deles. As questões estaduais. É política do cotidiano. Pelo resto, tentarei lutar.

*Perspectiva Política, nome do blog parceiro nosso